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Entre o sono e o sonho,
Entre mim e o que em mim
É o que eu me suponho,
Corre um rio sem fim.
Fernando Pessoa
Criatura humana, tão humana que usa chapéu!,
moral e responsável como quer, sem descaminho
percorre em delírio e livre arbítrio
as calçadas da Brasileira e do Martinho.
Personagem criadora de personagens,
indivíduo de múltipla individualidade,
palmilha certezas sem sair da cidade,
finca-se no verso, rio das suas margens.
Sabendo da ignorância do presente
conjuga o verbo em todos os tempos,
no infinito, para não se afogar no poente,
para ser Pessoa de hoje e de sempre
Dizem que morreu há oitenta e um anos,
hoje, de cólica hepática.
Como assim, se magotes trepam a Garrett
e se sentam à sua mesa pelo aroma dum verso!?
30nov2016
hajota
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Nota: não foi editado, na data do óbito de Fernando Pessoa, como era minha vontade, por razões de "logística" .






