terça-feira, 28 de junho de 2016

Hipnose redonda

Vieira da Silva, de Mars à la Lune, pinterest.com






… reticências
na precedência infinita
do vazio inventou-se
o mundo  e
fez-se o mundo 
de coisas e
das coisas ressoaram
nomes e
coloriram-se os nomes
nas palavras e
entenderam gente e
na gente em comunhão
irreal brotou o poeta e
o poeta criou
o vazio e
as reticências do absoluto

sem pontuação nem final


hajota

30 comentários:

  1. Fez-se... Muitas vezes não se sabe o quê... Sabe apenas que existe a Poesia...
    Beijos e abraços
    Marta

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  2. Excelente e redonda todas as hipnoses inventadas
    Abraço amigo

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  3. Fez-me lembrar a Torre de Babel!
    Belíssimo!
    Parabéns ao poeta!
    beijinho

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  4. É um erro primário
    Ler um poema
    e tentar racionalizá-lo

    após lido
    o que fica
    vai fluindo

    com pontuação e final

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  5. Momentos de reflexão. Inventou-se. Criou-se e o poeta surgiu de caneta afiada e papel ilustrado.

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  6. E o poeta ficou à entrada da noite para inventar a luz e recuperar o brilho de seus olhos. E o poeta manipulou os deuses para moldar os sonhos. E o poeta arredondou o silêncio para ligar as palavras...
    Gostei desta "Hipnose redonda",meu amigo Agostinho.
    Um beijo.

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  7. absolutamente, a criação de um mundo

    um abraço

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  8. O mundo o que seria sem poetas e sem poesia.
    Um círculo que me hipnotizou e a escolha da tela, me fascinou.

    Um beijinho

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  9. Como sempre de uma qualidade excelente.
    Bj.:))

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  10. Quebro um silêncio redondo
    para me render à invenção de um mundo...

    Deixo um abraço

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  11. estes poemas "propênsicos" baralham-me..
    não leves a mal - toda a gente sabe que sou lerdo!

    mas deves ter razão!

    abraço

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  12. pois...as reticências são sempre uma incógnita

    mas este momento de poesia não precisa nem de pontos nem de virgulas e tão pouco de reticências (embora lá estejam)

    gosto de ficar a ler e reler

    beijo

    :)

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  13. O poema é um mundo que não precisa de pontos finais.

    Beijinhos, Agostinho :)

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  14. A poesia como obra de arte, é sempre sem ponto final, pois
    a cada leitura, ela se renova nas reticências
    de cada leitor!...
    Aprecio muito a sua criatividade e profundidade
    poética e também para mim é privilégio ler-te!
    Bj.

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  15. Adoro os pontos reticentes...
    talvez porque tenha alma de poeta,
    não treinada na escrita de poemas.
    Domínio do absoluto é arte poética.
    Uma composição excelente, amigo...
    Bj.

    Ps - Espero por si na minha tertúlia.

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  16. Agostinhamigo

    Bué da fixe! Muitos parabéns. Gostei tanto que não resisto a transcrever:

    o poeta criou
    o vazio e
    as reticências do absoluto

    sem pontuação nem final


    Abç do Leãozão

    Quando voltas à NOSSA TRAVESSA???????


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  17. Num universo em que a infimidade nos caracteriza, viramos costas a tudo e apenas debitamos arrogância, dando livre curso aos instintos mais básicos. Felizmente há poetas...
    Lê-lo é um privilégio, Agostinho.

    Abraço

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  18. O poeta é o único que pode tirar e pôr a seu bel-prazer; que pode construir mundos sem sair de casa; que sonha e faz sonhar...

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  19. Uma coisa é certa... este mundo anda meio hipnotizado e adormecido... em função do valor, que tanto se dá às coisas... e talvez as pessoas, se rodeiam de tanta coisa que nem precisem... para sentirem que não se deitam fora... como as coisas que invariavelmente acabarão por deitar fora...
    E neste mundo tão cheio de coisas materiais... os poetas descobrem novos espaços no interior de si e dos outros... as reticências da alma... através da sua forma de ver o mundo...
    Acho que os poetas, não inventaram o vazio... mas o verdadeiro espaço... sem final conhecido... sempre pronto a ser preenchido de uma forma efectivamente enriquecedora...
    Como sempre, um belo poema... que nos deixa a pensar...
    E a noção de espaço... numa visão muito própria de Vieira da Silva... e de como a humanidade o vê... estruturado... e materializado... não havendo muito espaço para a alma... mas apenas para coisas... que ocupam espaço...
    Beijinho! Boa semana, Agostinho!
    Ana

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  20. E graças ao poeta, temos o vazio, plenamente ilimitado, sem pontos, vírgulas ou reticências.
    Um beijinho Agostinho.

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  21. "o poeta criou o vazio
    e as reticências do absoluto
    sem pontuação nem final"

    Perfeita esta definição de Poeta!
    Que nunca faltem sorrisos nos teus caminhos nem estrelas no teu olhar, mesmo que o mundo ao seu redor, querido poeta, esteja de momento a desmoronar...
    Com carinho,
    Helena

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  22. O poder de quem escreve poesia é infinito....

    Bom final de semana :)

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  23. Agostinhamigo (II)

    Gostei, gostei mesmo do poema, tanto que tenho de transcrever o seu final:

    o poeta criou
    o vazio e
    as reticências do absoluto

    sem pontuação nem final


    Só tu sabes dar-me o incongruente, coisa que é difícil mas diferente. Não te chamo Pessoa, o Fernando, porque não quero melindrar o gajo esteja ele onde estiver, talvez no infinito

    Abç do Leãozão

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  24. e que as férias estejam a ser relaxantes....
    beijinho amigo
    :)

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  25. E fiquei hipnotizado.
    Aquele abraço, boa semana

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  26. Obrigada pelas palavras. Este seu espaço está a reclamá-lo...
    Um beijo, meu amigo.

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  27. Estava pensando, aqui, do outro, numa viagem ao "Mundo é Grande" quando aportou o teu comentário nas minhas paragens. Hipnose redonda. Este é o poder da poesia: faz tudo parecer tão claro, cheio de luz, se não fossem as reticências... Sondar a profundeza só para os iniciados. É o teu caso.
    Forte abraço,

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  28. A reticência é o contrários dos dois pontos que deixa que alguém diga s verdades ,sem hipnose.
    Sou a rainha das reticências, Agostinho.Abuso da melancolia_ é isso .
    E o poeta é soberano e absoluto.Sem pontuação.
    Obrigada menino poeta.
    um abraço

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  29. Te dejo mi blog de poesia por si quieres criticar gracias.
    ‌Me gusta mucho el tuyo.
    http://anna-historias.blogspot.com.es/2016/09/muerte.html?m=1

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